18 de abril de 2014

GGM ❤

Não poderia não escrever sobre a morte daquela que é a minha grande paixão literária de todos os tempos. Ao longo da minha vida tive sempre uma dificuldade tremenda em identificar o meu actor favorito, a minha banda favorita, o meu filme favorito...mas sempre sou muito bem quem era (e é) o meu escritor favorito. O primeiro livro que li dele foi o "Cem anos de solidão", há cerca de 15 anos atrás e logo ali fiquei conquistada por aquela escrita meio louca, alucinada, frenética, criativa, crua, tão dele e só dele. Nunca mais parei de o ler. Ainda há pouco tempo reli o "Amor nos tempos de cólera" com receio de não sentir o que senti quando o li da primeira vez. Mas o Gabriel García Márquez tem essa capacidade imensa de me fazer sentir num outro mundo, numa outra dimensão e foi um prazer imenso reler uma das suas muitas obras primas. Quando o terminei, pela segunda vez, ficou a certeza de que todos os seus livros que tenho por aqui serão novamente abertos e eu caminharei novamente pelas suas palavras mágicas. Foi sobre ele que um dia disse que adorava conseguir esquecer um livro, para sentir novamente a emoção que é lê-lo pela primeira vez. Só um grande grande escritor pode induzir sentimentos assim.
Sei que estava muito em baixo, diziam até que estava senil e sei que há anos não escrevia. Mas a sua morte deixa-me com uma sensação de vazio imenso, um vazio literário que jamais será preenchido. Porque GGM há só um.
Obrigada Gabriel

17 de abril de 2014

E hoje é dia de...

Hoje é dia de levar a minha irmã mais caçulinha às compras. Vamos procurar um vestido para o seu baile de finalistas. Toda eu sou emoção e lágrimas no canto do olho. Está tão crescida a minha menina que eu vi nascer, que eu cuidei, que eu acompanhei e eduquei. A quem limpei lágrimas, a quem tratei feridas e febres, a quem contei histórias de mãos dadas e com quem tive aquelas conversas que se devem ter em determinadas idades. Nunca substituí a minha mãe, antes fui como que uma extensão dela. E que menina-mulher maravilhosa e linda a minha princesa se tornou. É ela que me faz sentir, quando me dizem coisas como "não tens filhos, não sabes como é" que sim, sei. Conheço todos os medos, todas as dores, todos os receios e desejos de futuro que espreita já ali na esquina, os receios das companhias e das opções que se vivem quando se ama assim, um filho que não é filho, mas que é como se fosse filho. Vivo as suas tristezas, as suas alegrias, as suas vitórias e as suas derrotas. 
 
 

15 de abril de 2014

Novos hábitos

Oito e meia da noite. Terminei agora uma sopa maravilhosa para o jantar (todas as minhas sopas são maravilhosas, sem falsas modéstias), já que ele vai ainda jogar futebol e eu ando, não em dietas, mas em cuidados, digamos assim. Resisti ao pão alentejano fresquinho que fui buscar à mercearia de rua para os lanches do P. (e que adoro, porque me sabe a momentos felizes de infância) e lanchei iogurte com granola, canela e sementes de chia e um queijinho minúsculo. Fiquei absurdamente satisfeita. Já ontem foi assim. Tenho um pacote de bolachas por abrir há mais de uma semana e só vos posso dizer que isso é uma vitória imensa para mim, outrora menina para as engolir em menos de nada. Há pouco terminei uma encomenda no jumbo on line e vêm aí legumes e frutas com fartura - o que não é sacrifício nenhum, porque adoro, sobretudo legumes. Com a fruta sou um bocadinho menos bem comportada, mas obrigo-me. Amanhã, logo às oito, salto da cama, bebo um horrível belo copo de água morna com limão e gengibre e sigo para meia hora no parque. Em casa seguem-se ainda 30 mnt de abdominais, agachamentos, pesos e outros exercícios que aprendi nos meus tempos de ginásio.
Porque durante anos fui uma boa desportista. Metia-me em tudo o que era campeonatos de escola. Andei na natação. Fiz ginásio. E depois entreguei-me à preguiça e amoleci. No corpo e na mente. Agora que estou de volta (já há quatro semanas que é assim), não me imagino a parar. Porque eu mereço cuidar de mim. E quando cuidamos do nosso corpo, a nossa mente também se sente.

Sou eu que tenho os melhores gatos do mundo, ou é o mundo que não entende esta espécie?

Agora que estou mais tempo em casa, adoro perceber a forma como os meus gatos mudam as suas rotinas, só para estarem mais perto de mim. A Blue, a minha idosa linda, que passava os dias a dormir na sua caixa cor-de-rosa com almofada quentinha, está sempre bem junto a mim. Se me sento no sofá, é certo que não me mexo durante um tempo porque ela em três segundos salta para ao pé de mim, encosta-se e adormece, sem tempo de eu dar um ai. Neste momento estou a trabalhar na mesa da sala e ela está na cadeira ao meu lado, pouco confortável, mas satisfeita, porque recebe festas de vez em quando, sempre agradecidas com o seu miado doce, aquele que ela tem só para mim. O Tobias está na cadeira em frente e de vez em quando solta um miadinho como quem quer um mimo ou estende a pata até me tocar, hábito dele sempre que quer festas. A Gata, deitada na cadeira ao lado do Tobias (da qual só se levantará quando o P. chegar a casa), olha para mim com os seus olhos enormes e doces, feliz pela companhia. 
Costumo dizer que devo ter os melhores gatos do mundo, sempre que leio ou ouço aquelas teorias disparatadas de que os gatos são falsos, interesseiros, agressivos e bla, bla bla.  Tem, cada um deles, a sua própria personalidade. Brinco sempre a dizer que os meus foram todos educados da mesma maneira (a Blue e o Tobias são até da mesma família) mas são todos completamente diferentes uns dos outros. Não são falsos. Quando gostam, gostam mesmo, quando não gostam, não querem saber. Quando são jovens brincam muito, saltam, arranham e mordem, como o faz qualquer cão, diria mesmo, como o faz qualquer criança, até aprender o que pode e o que não pode fazer. Até conhecer o limite da brincadeira. Com uma boa educação deixam de o fazer (a última vez que fui arranhada, no ano passado, foi pela Gata, porque fomos de férias e eu peguei nela ao colo numa situação nova. Assustou-se, não o fez com piores intenções do que o P. quando a dormir me dá cotoveladas) e as dentadinhas que por cá se dão são sempre tão superficiais que mal as sentimos. Estragam tapetes e cadeiras, cortinados e muitas outras coisas. E enchem-me a casa de pelos. Mas também me enchem o coração de amor e isso não tem preço. Vale mais do que qualquer cadeira ou sofá. São territoriais, por isso, nem sempre se sentem confortáveis quando têm o seu espaço invadido por pessoas que não conhecem, ou das quais não gostam. Excepto o Tobias, que é um gato que adora a casa cheia de gente e por mais estranhos que lhe sejam, mais colo ele quer. É um gato conquistador de massas e já muitas pessoas que diziam não gostar de gatos, ficam fãns dele.
Não são falsos. São mesmo do mais sincero que há. As pessoas é que nem sempre estão preparadas para um animal que não lhes passa cartão, tão habituadas que estão a uma sociedade de fachada. Não são submissos como os cães, certamente. Se nos zangamos com algum deles, excepto o Tobias que salta logo para o colo a reconquistar-nos, amuam. Estão no seu direito, não?  De vez em quando, também amuo e fecho-me na minha concha.
São extremamente sensíveis aos nossos sentimentos. A Blue, por exemplo, conhece-me como ninguém. Sabe quando estou triste e já me aconteceu, num dia em que tive uma notícia muito triste e comecei a chorar sentada no sofá, dar com ela completamente desnorteada a tentar meter-se debaixo das minhas pernas, como se quisesse ser ela a pegar-me ao colo. Não me largou um segundo. E são ainda extremamente inteligentes. Sabem perfeitamente que não é não, o tom quando estamos zangados, ou quando queremos dar mimo ou uma comidinha especial.
Isto para dizer que, costumo brincar a dizer que eu tenho os melhores gatos no mundo mas, na verdade, acho que grande parte do mundo não conhece bem os gatos. E não me venham com a história de que já foram arranhados e o diabo a sete, porque eu já fui arranhada por gatos, mordida por cães e picada por abelhas e nem por isso deixei de gostar de qualquer um deles.
Os Gatos (felinos no geral) têm uma personalidade extremamente forte e muitas pessoas não estão preparadas para isso. Ter um gato é um desafio. Mas quem o aceita, nunca mais lhe ficará indiferente.
 
 Tobias e Gata
Blue
 
 Para quem quiser acompanhar as fotos dos meus meninos, porque eles são a estrela principal do meu Instagram, procurem-me: barbaracreal!

14 de abril de 2014

Tendências

Cenário: Jantar em casa de amigos. Eu já lá estou e o P. vem a caminho.
Menu: Fondue.
 
Envio uma sms ao P.: "Traz álcool."
 
O P. chega uma meia hora depois, carregado com umas três garrafas de vinho (para 4 pessoas) e o sorriso que lhe é tão característico.
 
Nota: precisávamos mesmo de álcool para o fondue. Erro compreensível, eu é que devia ter sido mais específica ou nota-se aqui uma ligeira tendência para a bebida?
 
 

2 de abril de 2014

Das mudanças

Alguns de vocês, por aqui ou pelo facebook, já devem ter percebido que, mais uma vez, a minha vida profissional mudou. Por circunstâncias da vida, saí da empresa que criei com uma amiga. A empresa continua, com todo o meu desejo de muito sucesso, apenas eu saí. Continuo ligada às terapias holísticas, continuo a fazer cursos, a aprofundar os meus conhecimentos de Reiki e a planear o meu trabalho nestas áreas. Mas, paralelamente, queria dedicar-me a uma das coisas que mais gosto de fazer na vida. E a empresa não me permitia fazê-lo. Eram 24h de tensão, de preocupação, de telefone ligado, de trabalho intenso, de uma imensidão de coisas que me tirava a vontade de tudo o resto, 7 dias por semana. E se há coisa que eu aprendi na vida é que, quando não somos felizes devemos saber libertar e deixar ir, é para isso que estou a trabalhar agora, para a minha felicidade. A vida permite-me poder dedicar-me de corpo e alma a algo que, para já não vou partilhar, mas que, espero, vai delinear o meu futuro e contribuir imenso para  minha realização.
Para já o trabalho é sobretudo em casa, fora uma ou outra reunião fora e, com a companhia felina que nunca me deixa sozinha, tenho sido super disciplinada. Acordo sempre às 8h. Vou para o parque correr (excepto quando estão a cair picaretas do céu ou ventos capazes de me levar para a margem norte do rio Tejo, como nos últimos dias), chego a casa e ainda faço step e abdominais, entre outros exercícios que os meus tempos de ginásio me ensinaram. Faço um bom pequeno-almoço e depois sento-me junto à maior janela da casa a criar. Pelo meio, almoçaradas com as amigas de sempre (Love you R. e A.L), cafés com outras amigas e tempo para mim. Tempo para ler, para descansar, para pesquisar, estudar.  E tempo para a família que tanto tem precisado. Da mesma forma, voltou o tempo para a blogsfera. Por cá fico, enquanto for feliz aqui!

1 de abril de 2014

Parece que volto, lentamente e devagarinho...

Porque a vida é feita de recomeços, hoje caminho para o início de um novo projecto na minha vida. Um projecto que me permite dedicar-me a uma das coisas que mais gosto de fazer na vida 
E volto, pelo menos para já, ao blog. Se soubesse que aguentaria tão pouco tempo, nunca o teria fechado. Mas a vida é também feita de decisões, arrependimentos e, felizmente, possibilidades de voltar atrás.
 
 

7 de fevereiro de 2014

Um dia...



Um dia tinha que ser o último dia e esse dia é hoje. Já há muito tempo que luto comigo mesma para não deixar esta pequena/grande parte de mim, que alimento há cinco anos e meio. Mas a verdade é que o amor que lhe tenho não é o mesmo que me manteve aqui durante uma grande parte deste tempo.
Em cinco anos e meio muita coisa aconteceu na minha vida e muitas pessoas acompanharam esses acontecimentos, na sua maioria, sempre com palavras de carinho, sempre acolhedoras e foram elas a grande razão que me foi prendendo aqui. Não minto. Não sendo um blog famoso, confesso que se não tivesse leitores, há muito teria desistido, porque o ter alguém do outro lado a acompanhar-nos alimenta-nos as ideias e às tantas já mão estamos a escrever só para nós, mas para todos os que gostam (ou não) de nos ler. Mas escrevia eu que acompanharam tantas mudanças na minha vida: no início o casamento, a entrada nos trinta, a lua de mel, a minha relação com o amor da minha vida, a minha relação com o meu problema de saúde, todas as minhas cirurgias, as mudanças de trabalho, o desemprego, o início de um negócio meu, o dia em que perdi o meu cão, o meu amor pelos animais, os que salvei e os que tentei salvar, a minha luta com a infertilidade, a minha forma de ver a vida, de viver o amor, de sentir a amizade, o meu amor pela leitura...e tantas tantas outras coisas. Os assuntos não se esgotaram, apenas se esgotou a minha vontade de os escrever como Bê, porque o anonimato se perdeu há anos atrás e tudo teve que ser mais contido.
Fica sempre um pedaço grande de mim aqui. E ficam sempre no meu coração (e alguns no facebook ou instagram) muitos de vós que por aqui passaram, que isto dos blogues também me trouxe pessoas muito especiais à minha vida.
 
E agora vou continuar a ser feliz, sejam vocês mesmos, também, muito felizes. E sorriam muito.
 
Até sempre,
 
 
Bárbara

8 de janeiro de 2014

Hoje é dia de detox!

 
 
Depois dos excessos que começaram com o aniversário da minha mãe, uma semana antes do Natal e que terminaram só no fim de semana passado (somos uma família muito festiva e dada a jantaradas épicas, com regularidade), hoje estou a fazer detox. Vai ser um dia inteiro dedicado à limpeza interior e a deitar fora os desequilíbrios dos excessos cometidos! Como sigo os conselhos e dicas da Ágata Roquette, hoje o cardápio apenas inclui bananas e leite - até 8 bananas e 8 copos de leite. Pelo meio muita água e/ou chá (sem problemas, que sou viciada em ambos). Conto aguentar-me bem, não perder as forças e chegar ao fim do dia com o organismo mais limpo, mais leve e sem resquícios dos disparates alimentares cometidos. Amanhã retomo os cuidados alimentares de sempre - nada de dietas rígidas, mas equilíbrio de menus e de alimentos.
Para os interessados, depois posso partilhar os efeitos!

3 de janeiro de 2014

0 Resoluções para 2014!

Descobri que comigo não funciona. Essa história de fazermos uma listinha de coisas bonitas que desejamos fazer no início de cada ano, apenas me tem servido para chegar ao final do mesmo e perceber que não fiz nem metade. E fico frustrada, pois que fico. Além de que descobri que comigo o que funciona mesmo são as decisões tomadas e a hora em que as tomo. É o imediato e a força e a vontade que se tem em cada decisão tomada. Deixar para uma data específica não dá, que acabo sempre por a adiar.
Em 2013 acabei por decidir uma série de coisas que foram óptimas para mim. Voltei ao ginásio, deixei definitivamente de comer carne (já tinha estado 3 anos sem tocar em nada), comi melhor, li muito, iniciei o meu percurso no Reiki, conheci pessoas maravilhosas, cortei o cabelo mais curto do que alguma vez usei desde a idade adulta, tornei-me muito menos materialista (acredito que ainda tenho um longo caminho a percorrer neste sentido), comprei apenas as coisas que realmente precisei, investi no meu voluntariado, investi em formação, criei o meu próprio negócio e nada disto foi decidido como resolução  de ano novo. Foi acontecendo no momento em que me fez sentido.
Desse lado, alguma resolução/decisão especial? Alguma coisa que já tenham feito para que tal se torne possível?

31 de dezembro de 2013

 
2013 Foi um ano cheio de tudo. De sorrisos, de lágrimas, de dor, de más notícias, de alegria, de amizade, de amor, de aprendizagens, de descobertas, de magia, de luz. Foi o ano que tinha que ser para eu aprender o que aprendi e mesmo com todas as quedas que dei, sou grata por tudo o que vivi. E para 2014, mais do que pedir coisas ou trocar passas por desejos, há que olhar para dentro e sermos o melhor de nós. Porque somos os maestros da nossa vida e não devemos deixar ao acaso as mudanças que queremos ver. Não peçam a 2014 para ser bom para vocês. Sejam vocês bons para 2014, porque eu acredito piamente que recebemos tudo em troca, proporcionalmente ao que damos. Sorriam muito e sejam felizes.
 

Até já ❤❤❤

27 de dezembro de 2013

Do Natal no Cantinho

E um dia apercebemo-nos que crescemos e que damos muito mais valor a coisas que antes nos passavam ao lado. Acima de tudo percebemos que os melhores presentes não são aqueles que colocamos à descarada em listas, wishlists ou post's mal disfarçados no facebook e dicas lançadas a cada momento. Os melhores são aqueles que nem nos passavam pela cabeça receber, mas que são tão nós que nos comovem até às lágrimas. Porque eu quase não tive presentes este Natal - assim o combinámos entre todos - mas tive o presente mais bonito e inesperado de sempre das mãos do meu amor. E ele só mo podia ter dado por me conhecer como só ele conhece. De resto, foram dois dias cheios de amor, cheios de família e cheios de doces sorrisos e muitas cantorias e gargalhadas. Porque assim se vive o Natal por estes lados.
Espero que o vosso tenha sido maravilhosamente bom e sorridente!

12 de dezembro de 2013

E sem tempo e vontade para escrever, aqui ficam algumas imagens...

 
Louca por chás:
 


Gatos e mais gatos:
 





Alguns detalhes natalícios:
 




Têm sido umas semanas complicadas, com as minhas gatas a irem para o veterinário de urgência, por razões completamente diferentes. Uma chegou mesmo a ser operada e andámos com o coração pequenino e sofrido. Já está tudo bem. Com um bocadinho de sorte ainda vos mostro o meu novo e muito curto penteado*!
 
Para todos um excelente fim de semana, cheio de sorrisos.
 
 
* Vá, muito curto para quem o usa comprido há uns 15 anos, mais coisa menos coisa! Quem me acompanha no meu facebook pessoal sabe do que falo!

6 de dezembro de 2013

Hoje não podia deixar de vir aqui

Fica a minha homenagem a um grande Homem a quem as amarguras da vida não toldaram o espírito e as palavras de paz e de amor.


25 de novembro de 2013

O Gato que eu não salvei

Há poucos dias atrás, na mesma zona onde há meses apanhei uma gatinha que tinha sido abandonada, apanhei o maior dos pesadelos. Estava a conduzir num túnel da minha cidade e à minha frente atravessa-se um gato, perfeitamente baralhado, confuso e ali colocado (os gatos que vivem na rua não vão para túneis barulhentos). Travei logo, infelizmente a tempo de o ver ser atropelado por um carro que ia na direcção contrária. O condutor desse mesmo carro travou, mas seguiu a sua viagem impiedosa. Eu parei o carro, a tempo de ver o gato correr para a berma onde se encolheu. Vi-lhe o sangue no nariz e o corpo magoado. Tentei sair do carro, mas um muro separador, ainda que baixo, não me permitiu abrir a porta e por isso, fui dar a volta a uma rotunda próxima, para parar junto ao gatinho. Dei umas cinco voltas ao túnel, nos dois sentidos, porque não o via em lado algum. Por momentos quis acreditar que alguém o viu e enquanto eu dava volta, o salvou. Fui para casa, mas não descansada, voltei lá e dei mais umas quantas voltas, até que o vi, no sentido contrário, cheio de sangue. Tinha tornado a atravessar a estrada, mesmo todo magoado. De lágrimas nos olhos, dei novamente a volta. Rezei para conseguir apanhá-lo. Iria directamente com ele para o veterinário e faria tudo o que pudesse para o salvar. Parei mal o carro, mas à saída do túnel, liguei os piscas e corri até chegar junto dele. De coração partido, de olhos molhados e no meio daquela confusão, tentei apanhá-lo, mas infelizmente assim que me viu e embora todo magoado, fugiu de mim...na direcção dos carros. Eu só tive tempo de fechar os olhos. A zona era demasiado perigosa e embora eu estivesse na berma, estava a arriscar a minha vida e, pior, a vida de todos os que conduziam no túnel e que não esperavam ver-me ali...tive que desistir. Vim-me embora de lágrimas nos olhos, com um nó na barriga e a sentir-me mal comigo mesma por não ter tido coragem de ir mais longe e certa do pior dos destinos para aquele gato que merecia muito mais do que aquilo. Ao telefone, entre lágrimas, contei ao P. que me dizia o que sempre me diz: Não os podes salvar a todos. A verdade é que eu queria não ter que os salvar a todos. Queria que eles não precisassem de ser salvos, até porque só precisam porque nós, humanos, os colocamos nestas situações.
A quem o abandonou ali, para morrer e a quem o atropelou e seguiu caminho, desejo honestamente que a vida vos permita viver as aprendizagens de que necessitam para se tornarem pessoas melhores. Estas são daquelas situações que me marcam e sei que não vou esquecer nunca o focinho sofredor e assustado do gato que eu não salvei, como ainda hoje, passados dois anos, me lembro do gato bebé que apanhei na rua e que confiei à pessoa errada, porque o deixou fugir num dia de temporal. Sei que não me vou perdoar nunca por isso. Fazemos o melhor que podemos, mas custa sempre quando o que podemos não é suficiente...   
 

24 de novembro de 2013

Homem fora, acidentes em casa...

Nos últimos meses o P. tem ido com frequência para fora do país dar formação. Tem sido óptimo, porque é uma nova experiência e porque financeiramente compensa. E eu cá fico, morta de saudades, a contar os dias e sedenta de Skype.
Além das saudades, fica o medo do que é que vai acontecer em casa, daquelas coisas que acontecem quando se está sozinha e que só um homem consegue resolver sem ter que recorrer a terceiros. Senão vejam: da primeira vez que ele foi, assim que cheguei a casa, vinda do aeroporto, dei com o Tobias divertidíssimo a brincar com um fio de água que escorria da parede do contador. Sorte a minha de ter um gato que adora água e que assim me alertou para o facto de ter furo num cano, antes que a coisa ficasse mesmo feia. Ainda andei de chave inglesa a tentar apertar peças e coisas, que eu tenho uma reputação de mulher moderna a manter, mas tive mesmo que acabar por chamar alguém. Da segunda vez e em menos de nada, rebentei um estore do quarto (andei uma semana a dormir com ele aberto) e começou a chover na marquise onde tenho as máquinas e as caixas das areias dos gatos. Uma janela ainda que bem fechada, mas para lá de velha foi suficiente para tornar parte da minha casa numa pequena piscina. Foi a tal ponto que, quando dei pela situação, a água estava quase a por-se-me debaixo do frigorífico e da máquina da roupa. Lá foram toalhas, balde, esfregona e um par de horas a limpar e a chuva sem parar. Desta vez (foi para fora ontem de manhã) já brincámos com o meu historial de acidentes caseiros e apostámos qual seria a nova situação, mas até ver, nada que eu não resolvesse. Mas ainda faltam cinco dias para ele regressar e em cinco dias, tanta coisa pode acontecer...Até tenho medo!

12 de novembro de 2013

É oficial: sou do mais Natalício que há!

 
 
Hoje andei a passear pelo Gato Preto, pela Casa e pela Angelic e afirmo aqui que fiquei deliciada e para lá de maravilhada com os enfeites de Natal. Foi preciso uma grande dose de controlo doloroso para não me perder (deliro com as novidades a cada ano e acho que não há ano em que não me meta em despesas). Consegui sair de lá sem nada de nada, porque, convenhamos, a vida está difícil e imprópria para gastos supérfluos, mas foi a custo, muito custo e quase quase de lágrima no canto do olho. E não quero saber que seja cedo, que é um disparate, que ainda falta mês e meio e coisas que tais...estou desejosa de comprar o belo do calendário de chocolates para o meu sobrinho mais lindo e ir ao baú buscar os nossos enfeites, espalhá-los pela casa e esperar que os gatos façam uma festa com a árvore, as bolas, anjos e anjinhos e todos os bonecos de neve, gingerbread man e afins que eu vou coleccionando há anos. E depois, eu e o mais pequeno chegamos a casa do meu pai e tratamos do assunto todo outra vez, já que por lá, sou também a responsável por decorar a casa para a festa da família. Em dose dupla, como eu gosto, mas nos últimos anos, com a ajuda do meu duende preferido, o J.! Ele coloca o chapéu de Natal e eu umas orelhas de rena e tratamos do assunto, entre gargalhadas e cheiro a infância.
 
 

11 de novembro de 2013

Não falha!


Está um um dia maravilhoso lá fora, digno do Verão de S. Martinho! Acordar e ver este céu maravilhoso trasnforma logo a segunda-feira num dia bom e enérgico. E o que eu adoro castanhas assadas, o seu cheiro, o sabor e o ritual de as comer em família, com um bom vinho tinto (não sou a maior amiga de água-pé e outras coisas que tais).
 
Um bom dia para vocês, cheio de castanhas assadas, água-pé e muitos sorrisos!

9 de novembro de 2013

Dicas de chás - Cavalinha

 
 
Este é o meu 35.º Outono. E posso afirmar que em 35 anos de vida, nunca o meu cabelo me caiu como agora. É assim uma coisa para lá de assustadora e hoje até chamei o P. para ele ver o que se me ficou no banho. Não ando nervosa, não sou pessoa dada a stresses, faço uma alimentação equilibrada e tenho os cuidados que sempre tive. Corto o cabelo duas vezes a três vezes por ano. Não uso secador porque me dá a preguiça e a chapa serve só para muito de vez em quando esticar a franja. Sempre tive um cabelo farto e forte e gostava de poder continuar descansadinha quanto à sua saúde.
Como sou dada a produtos naturais e menos voltada para químicos e afins, vou dar-lhe forte no chá de cavalinha nos próximos tempos (a começar hoje - que eu sou das que recorre ao chá para tudo), porque desde sempre me lembro de dizerem que faz bem (é apenas um dos muitos benefícios deste chá maravilhoso). Estive quase quase a dar-lhe uma tesourada, mas depois investiguei e vi que não é solução e como também não está muito comprido, vou-me deixar estar quietinha. 
 
Caso conheçam dicas eficazes e que sejam naturais, toca a partilhar. Eu cá prometo mais dicas quanto a chás e afins e os seus benefícios para diversas maleitas!