7 de junho de 2016

A mil

Semana mais curta em dias úteis, mas mais longa em trabalho e responsabilidades. O regresso ao voluntariado pelo meio e ainda a procura de resolução para uma colónia de gatos de rua (gatas a ter que ser esterilizadas o quanto antes e alguns bebés que quero apanhar para lhes arranjar dono). Acordar às 7h20 e só sentar no sofá por volta das 22h30/23h. E sabem que mais? Adoro. Sou das que precisa de andar a mil, de ter objectivos traçados, a agenda cheia, o e-mail sempre a chamar. Mas também se avizinham dias de sossego e de namoro, já que o fim de semana grande vai ser transformado em mini férias, antes de regressar ao reboliço. 

Até já!


6 de junho de 2016

Vícios

Ler é uma das minhas grandes paixões. São momentos em que me perco da realidade para mergulhar em mundos imaginários e personagens únicas e, por isso, comprar livros, é um dos meus vícios. Prometo constantemente a mim mesma que só torno a comprar um novo livro depois de ler tudo o que tenho para ler em casa, mas há dias em que é impossível resistir, sendo por isso promessas constantemente quebradas. A última aquisição foi este do José Luís Peixoto, num dia em que agarrei dois ou três, indecisa, sonhadora, cheia de vontade trazer um mundo de histórias por descobrir. Agora só precisava de comprar tempo e energia para me poder dedicar sem pressas a este e a outros que esperam por mim. Tenho alturas em que consigo ler um ou dois livros por semana, mas outras há em que me é impossível manter o ritmo, muitas vezes por me sentir demasiado cansada quando finalmente me sento no sofá, local onde tão facilmente adormeço entre o calor dele e o mimo dos gatos. O verão é sempre uma altura mais propícia, já que praia para mim, só mesmo se levar um livro atrás. Espero por isso que os quatro dias de mini férias já planeadas e que estão quase quase aí sejam também de muitas leituras, além de muito passeio e muitos sorrisos. 

E desse lado, qual foi o último livro que leram? Gosto sempre de novas sugestões e sou muito variável nos humores literários, gostando tanto de policiais, como de romances, históricos ou não, ou dos grandes clássicos a escritores mais modernos :-)

4 de junho de 2016

Curta

Comentários  anónimos onde aproveitam para falar mal de outros blogguers não têm espaço no meu Canto. Podem dizer o que quiserem de mim, mas de outras pessoas não, aqui não. Façam o favor de serem felizes e de não perder tempo com isto.

Insta*ntes

Tobias a tomar conta do pequeno Mel. Adoram-se!


O meu "pão com queijo"...

 Cabelo que cresce que nem erva daninha :-)
Enquanto meio mundo suspira pelos biquinis mais lindos (e carotes) eu cá gastei tuta e meia neste que adoro. Não era nada que precisasse realmente, por isso optei por um bem baratinho.


Marisqueira César, na Ericeira. Onde vamos há anos e onde se come mesmo bem. Agora, totalmente renovada, mais moderna e confortável. Não fotografei as janelas enormes de onde se vê o mar, porque fomos jantar e não ia ficar nada de jeito. Recomenda-se, pela comida e pela vista. 

Bom fim de semana, cheio de sorrisos!

*Post agendado

3 de junho de 2016

Por mais anos que viva

Não vou nunca entender o fenómeno que leva as pessoas, seja num restaurante, numa repartição das finanças, num consultório médico ou onde for, a escolher sempre o lugar ao lado de alguém, mesmo estando a sala completamente vazia, mesmo havendo uma imensidão de lugares por onde escolher.

2 de junho de 2016

Sobre esta tendência formatada para se achar que todas temos que ser mães

O dia em que lemos na página de uma blogger conhecida, um comentário (de uma mulher) a dizer para se apressar a ter filhos porque está a chegar aos 40 e depois já não vai ter paciência e percebemos que há ainda um imenso caminho a percorrer para que a sociedade no geral e as mulheres em particular entendam de uma vez por todas que:


a) nem todas as mulheres querem ter filhos;
b) as mulheres não têm que querer ter filhos e não querer não faz delas menos mulheres;
c) há mulheres que preferem primeiro dedicar-se à carreira;
d) (adenda) cada uma sabe em que idade e momento da sua vida se sente preparada para ser mãe;
e) nem todas as mulheres podem ter filhos. 

Simples não é?

1 de junho de 2016

Aquele momento em que...

As máquinas de casa são todas acometidas por um vírus. Quem nunca? Começou por ser o forno, cuja porta deixou de fechar e tanto que nós o usamos, sobretudo ao fim de semana e nos jantares para amigos que adoramos dar. Depois foi a torradeira, sem dó nem piedade, que se apagou para sempre durante um pequeno almoço domingueiro, daqueles em que gostamos sempre de caprichar. A máquina da louça já teve dias melhores, a televisão, na loucura de uma boa série, desliga-se sozinha, a toda a hora e o pc finou-se para todo o sempre, sem sequer se despedir. É certo que já estava em estado terminal (tanto que já tínhamos tudo no disco externo), mas ainda assim estávamos com esperança de mais um tempo em família. Na última semana foi a mota que se avariou e cujo valor do arranjo nos deixou de lágrimas nos olhos (uma pessoa quando faz grandes planos tem sempre destas coisas pelo caminho, certo?). Vou agora mandar benzer o carro, o tablet, o ar condicionado  que o verão está já aí, o secador e a máquina da roupa, telemóveis e afins que isto nunca se sabe...

Let the games begin

Sou só eu que com esta coisa da carta por pontos sente que estamos todos agora numa gigante competição? Juro que fiz os meus 45 km matinais a contar ver polícias a aparecer em cada esquina para me estragarem a vida e o jogo e dos quais teria que me desviar conduzindo em ziguezague. E bónus, prémios (sei lá, umas latinhas de combustível, por exemplo) que teria que recolher para me tornar mais forte e invencível. O que é certo é que o cruise control hoje veio sempre accionado, que sou moça de pé pesado e não vale a pena começar o jogo já no fim da fila.  

31 de maio de 2016

Na luta com a balança

Pois é, depois de há uns dois anos ter perdido 10 kg com moderação, mantendo uma alimentação saudável e apetitosa, esta semana confrontei-me com a balança, apenas para ela me debitar o que eu já sabia: +3 kg do que há uns meses atrás. Tinha perfeita consciência disso. Desde que comecei neste trabalho mais recente, onde passo mais tempo sentada, onde muito do trabalho é feito no pc e em reuniões longas, muito longas, tenho-me tornado menos cuidadosa, o que equivale a dizer, mais gulosa. Não ajuda haver um bar no edifício onde o pão é maravilhoso, onde os bolos são óptimos e onde há chocolates, dos bons. As idas ao parque também foram ficando para trás, ora porque chovia, ora porque chegava tarde, ou estava cansada e mimimi que isto das desculpas já se sabe que sou exímia. Mas aqueles 3 kg a mais deixaram-me chateada comigo mesma. Por isso, desde ontem que entrei em regime, o que eu chamo de cuidados alimentares, que não posso chamar dieta a uma coisa muito minha. Já cortei nos hidratos à noite, já cortei no pão (e bolos, claro!) e ando cheia de fruta e iogurtes atrás, para me ir saciando quando se me dão aquelas vontades loucas de me agarrar a um chocolate ou a um palmier simples, ou um donuts, ou uma bola de berlim, que na verdade não sou assim tão esquisita, apenas não sou fã dos bolos com chantilly. 

Um dos meus truques, quando me dá uma daquelas vontades tresloucadas de comer doce, é um pudim super fácil, saudável e rápido de fazer e que leva um dos ingredientes que mais adoro para me sentir saciada: aveia. 




A receita é mesmo muito simples: 
  • uma banana;
  • um ovo;
  • canela a gosto (eu adoro e ponho bastante, sendo a canela um excelente acelerador do metabolismo e por isso um aliado nestas coisas de perder peso);
  • três colheres de sopa de flocos de aveia. 
É só misturar tudo muito bem, tendo o cuidado de esmagar bem a banana e garantir que o ovo envolve bem os ingredientes. Vai ao microondas num copo durante dois minutos e depois é só desenformar e pode-se acrescentar mais fruta, doce (no meu caso evito, mas também fica muito bom), mel, frutos secos, enfim, o que entenderem. 
Ontem, depois da corrida, fiz para o P., esquisito nestas coisas dos alimentos saudáveis da moda, e ele gostou. Vamos por isso, durante a semana, substituir os nossos lanches de torradas e galões, por pudins saudáveis e iogurte. É um dos nosso momentos durante a semana, o lanche. De manhã não há tempo para o fazermos, ele nunca gosta de comer quando acorda, eu só consigo beber um copo de leite (de arroz ou aveia) e estou pronta para mais tarde me dedicar a um iogurte, fruta, chá, o que for. Por isso e como chegamos a casa sensivelmente à mesma hora, fazemos questão de nos sentarmos juntos, a lanchar e por a conversa em dia. Por vezes um de nós ou mesmo ambos, tem que se entregar ao trabalho depois, mas, aquele momento, é nosso e faz parte da nossa rotina. 

E desse lado, truques, receitas saudáveis, ingredientes saciantes que queiram partilhar? Não vale a pena o copo de água quente com limão, canela e afins logo pela fresquinha que é coisa para me deixar para lá de mal disposta. Para mim, ter cuidados, não é sacrificar-me com o que não gosto, mas dedicar-me ao que gosto. Só assim me mantenho bem comportada. 

30 de maio de 2016

Redes sociais

Na semana passada manifestei aqui o meu encantamento por um menino concorrente do Masterchef. Mostrou boa disposição, humildade, valores e sensibilidade. Ontem, no mesmo programa, um dos outros meninos mostrou ser competitivo, ao ponto de parecer estar a prejudicar outro concorrente. Algo de novo no mundo? Não, é um concurso e o miúdo mostrou-se competitivo, como muitos adultos são nestes e noutros concursos e por essa vida fora. Confesso que a minha simpatia para com o primeiro rapaz de quem falei (o Pedro Jorge) não se estende a este segundo, que isto é como tudo na vida, gostamos mais de uns, menos de outros. Nem todos os bebés são bonitos, nem todas as crianças são amorosas e nem sempre as crianças são o melhor do mundo, há que aguentar esta realidade. Ora o que me choca aqui não é alguém que se mostra como é, mas sim a quantidade de adultos (às centenas) que foram para a página do programa achincalhar o miúdo que, afinal, não passa disso mesmo, de um miúdo. O que criticam nele é em tudo menor à força das palavras violentas de um adulto a criticar uma criança, que se calhar precisa de algumas lições que devem ser dadas pelos que lhe são próximos e não por uma cambada de pseudo justiceiros que tanto criticam para fazerem pior, esquecendo-se que o miúdo - já tinha dito que não passa de um miúdo não já? - vai muito provavelmente ler tanta coisa feia e tonta que foi escrita. Dizem que o miúdo fez bullying, mas estão a fazer exactamente o mesmo com ele, com a diferença que são adultos a falar de uma criança. De 11 ou 12 anos. Uma criança. Que vai muito provavelmente sofrer as consequências da sua atitude parva, de criança. Quantos de nós não cometemos erros em crianças? Quantos não precisamos de errar para que os nossos pais ou avós ou professores, nos ensinassem as lições necessárias? Agora pensemos no maior erro que cometemos em criança e imaginemos o mesmo a ir parar às redes sociais de uma página pública...Lembro-me ainda hoje de um dia ter chamado baleia a uma amiga de quem gostava muito. Fui atrás dos outros, fui parva, tinha 7 anos e ainda hoje, 30 anos depois, não me esqueci. E o que me fez perceber de imediato que tinha errado, que tinha sido tonta, o que me fez sentir-me arrependida e triste comigo mesma foi a cara dela, desapontada por também eu a ter martirizado naquele dia. Reparem, toda a gente me chamava de Olivia Palito, por ser exageradamente magra, eu tinha fortes complexos com isso, mas acabei a fazer o mesmo, porque me deixei levar pelos outros, porque era uma miúda. Não é com ataques, com palavras violentas que as coisas se resolvem e que se ensinam lições, muito menos a crianças. E se os adultos não sabem isso, o que saberão as crianças...?


27 de maio de 2016

Insta*ntes

Um colar com anos, que adoro

 Sabrinas em dia de chuva...- é o que dá trabalhar a mais de 40km de casa. Saio com raios de sol maravilhosos, para chegar ao centro tresloucado do temporal


 Depois de ter cortado o cabelo bem mais curto pela segunda vez em dois anos (e tão grande que ele estava) deu-me para fazer alisamento, já que domar um cabelo hiper ondulado e com uma personalidade tão própria quanto esquizofrénica não tem sido fácil com tanta chuva por aí. Parece que ganhou 5 cm só com o alisamento.


 O Mel sabe viver, depois de quase ter morrido, mais do que uma vez. Aproveita bem cada minuto de mimo, de sol, de brincadeira e eu estou cada vez mais apaixonada pelo gatinho que nunca cresce.



Gulosa, gulosa, gulosa que só eu. E beberolas também. Gelados maravilhosos da Magnum (ainda não consegui decidir qual o meu facorito, tenho que comer mais um de cada) e Gin caseiro e fresco como se quer. Confesso-me muito mais adepta de um bom vinho, mas de vez em quando sabe bem, sobretudo quando a conversa se mantém pela noite dentro. 

Para todos, um fim de semana feliz, cheio de sorrisos!

25 de maio de 2016

4.ª feira com sabor a 6.ª feira

E as sextas-feiras têm sempre um sabor tão especial pelo cantinho: bons jantares, boas conversas, bons vinhos e muitos sorrisos, com a melhor companhia de sempre. E amanhã é dia de planear as férias mais especiais deste ano, a coincidir com o aniversário de casamento e que terão tudo para ser muito felizes e bem longe daqui, num local de praias maravilhosas e bebidas frescas. Porque nós merecemos!

24 de maio de 2016

MasterChef!

Somos fãns do Masterchef lá por casa. O australiano é o favorito, o português vê-se bem o espanhol também, outros nem tanto. Não são só os concorrentes que fazem o programa, mas também os jurados e ele há uns que não obrigada, demasiado show para mim e enerva-me sobretudo quando mudam as regras do jogo só porque sim, ou quando fazem crer a permanência no programa, para mandarem embora logo a seguir, sem qualquer empatia pelas dores dos outros.  
Confesso que não estávamos a contar ver o júnior, nem sei bem porquê, mas no domingo deu-se que não tínhamos mais nada de interessante para ver e acabámos por nos render a este fofo: 


Cozinha com gosto, é bem disposto, come o que sobra e oferece aos amiguinhos e chora que nem uma Madalena arrependida, quando sai alguém. Bom coração e bom humor. Go Pedro Jorge, estou contigo!

Sobre o GOT - Spoilers!

Hold the door...

Já muitas mortes me chocaram no Game of thrones. Não estamos habituados a isto de alguns dos supostos heróis terem fins trágicos e não conseguirem dar a volta à situação, mesmo quando a coisa está para lá de crítica. Tem lógica, sobretudo depois de se ler a explicação do autor: na vida real, os bons não ganham sempre, não sobrevivem sempre. Até aqui já chorei com várias mortes (lobos incluídos, caraças que eu não suporto a morte dos animais), choquei-me com o final da temporada anterior (quem não? E quase um ano para saber o que se tinha realmente passado? Ninguém merece!), mas ainda assim mantive uma réstia de esperança, já que meio mundo profetizava um regresso ressuscitado. Mas, no meio disto a morte de ontem mexeu mesmo mesmo comigo, como mexem as mortes dos corações bons que se sacrificam pelos outros. Fiquei emocionada de tal forma que, quando o episódio terminou até soluçava. E no fim, uma explicação tão simples para um dos mistérios da série. Temo que o meu coração não aguente até ao final da season, sobretudo se partir mais algum daqueles de quem tanto gosto...

20 de maio de 2016

Planos para amanhã


Enquanto ele joga futebol:


Há anos que a regra cá por casa é escolher tudo o que se usou pouco ou nada nos últimos meses ou estação anterior (no caso das peças "de época"). Este sábado não será excepção. Deitar fora o que não está em condições (há sempre qualquer coisa) e doar tudo o que está em bom estado a quem mais precisa. Podia ser uma tarefa chata, pois podia, mas a verdade é que adoro. Características de uma virgem que precisa de ter o seu roupeiro sempre organizado.

19 de maio de 2016

Diário de uma condutora #1

Ter que lidar, todo o santo dia, com centristas, ou seja, aqueles que, numa auto-estrada, mesmo com pouco trânsito, conduzem, aconteça o que acontecer, na faixa do meio. Sempre. Mesmo quando não há absolutamente ninguém à direita nem à sua frente e vão a uma velocidade assim para o lento, para não dizer escandalosamente lento considerando os limites da decência. Mesmo quando obrigam todo o mundo a passar para a faixa da esquerda, sem qualquer necessidade ou são ultrapassados pelos que estão na da direita e não estão nem aí. Aquilo é tudo deles. Pagaram taxa, os outros que se orientem. 

17 de maio de 2016

Eu tentei, juro que tentei, mas não resisto!


Gosto muito do JJ como treinador. Reconheço-lhe uma qualidade imensa e tremi quando foi para o SCP, traindo o meu coração benfiquista. Mas não gosto nem gostei nunca da falta de humildade dele.Tenho a certeza que tem uma carreira que continuará a ser brilhante pela frente e espero que, pelo caminho, aprenda algumas lições. 
Agora serei FCP no próximo fim de semana, para ficarmos todos felizes lá por casa :-)

14 de maio de 2016

Palavras de uma mulher que não pode gerar um filho no seu útero

Sobre a mais recente polémica das barrigas de aluguer, deixo aqui as palavras de quem sabe o que é não poder gerar um filho no seu útero: são oito anos de luta impiedosa com a infertilidade. Pelo meio, o diagnóstico de uma doença que não ajuda: endometriose profunda e adenomiose, três cirurgias no lombo, uma delas com uma recuperação de quase um ano pelo caminho. Pelo meio, cinco tratamentos de fertilidade nos quais, 10 embriões de topo, com qualidade A me foram transferidos. Dez embriões que não tiveram continuidade para uma gravidez porque a malvada doença teima em dar cabo do meu útero, dos meus ovários, do meu intestino, podendo chegar aos rins, bexiga, pulmões. Uma doença que me obriga a consultas constantes, medicação, exames complicados e, acreditem, muitos dias de dores e de incapacidade. Uma doença que eu não deixo que me vença, mas que ela não deixa que me esqueça e escrevo isto numa semana particularmente difícil por conta desta maldita a quem só apetece chamar nomes feios. Mas escrevia eu que, até ao momento foram dez embriões meus e do meu marido, nossos genetica e biologicamente, que poderiam, à data, ter sido transferidos não para o meu útero, mas para o de uma barriga de uma mulher saudável e que continuavam a ser meus e do meu marido. E eu tive mulheres saudáveis a oferecerem-se para o fazer por mim, sabendo das minhas dificuldades, da malvada doença. Mas na altura não havia lei e agora...não há vontade para mais tratamentos que me dão cabo do corpo (porque pioram a tal malvada endometriose, causando nódulos, tumores, cirurgias que podem comprometer tanto) e porque sempre quis adoptar, tenho outras opções pelas quais avanço segura e certa de um final feliz. Mas a adopção não pode nem deve, NUNCA, ser uma alternativa de segunda, uma opção imposta para quem deseja continuar a lutar. A adopção tem que ser feita em consciência com a capacidade de se sentir que se vai amar uma criança, gerada não no útero, mas no coração. Porque é esse que realmente conta. Por isso, por todas as mulheres que, como eu, não podem gerar um filho no seu útero, sou 200% a favor das barrigas de aluguer, sou a favor do direito de escolher ter um filho geneticamente seu.
E desenganem-se os que pensam que a minha história é triste. Não é. É uma história de amor, muito feliz a cada dia e que sabe e sente que tem ainda muito para viver, sentir e sorrir. Porque sou uma mulher que ama e é amada e isso nada o pode alterar.

6 de maio de 2016

Desabafos

As saudades que tenho quando isto da blogsfera era só isso: blogsfera. Sem publicidades mal disfarçadas, sem cópias mal amanhadas, sem se tornarem todos iguais e carneirinhos das modas. Suspiro pelos tempos em que isto tinha mesmo alguma piada - é como comparar o primeiro Big brother, em que ninguém sabia ainda ao que ia e por isso ainda se mostravam como são, com maus-feitios e ingenuidades puras pelo meio, e os de agora...