Pela primeira vez desde que saí da faculdade, vamos tirar férias em Agosto. Nunca foi uma opção para nós, certos de que todos os destinos ficam inundados de turistas e mais turistas, que fazem fila para comprar o jornal, beber café, para ir à praia, sem falar das idas ao mercado ou aos restaurantes mais apetitosos. Enchem as praias deste nosso Portugal mas, felizmente são importantes para o nosso turismo e para a nossa economia e por isso não me queixo, adapto-me. Por termos casa de família em Lagos, para nós essa é sempre a escolha durante, pelo menos, uma semana no verão e este ano não será excepção. Deixamos as viagens com destinos mais originais e distantes para o mês da celebração do nosso casamento e, em Agosto, após os anos do meu pai, lá rumaremos a um lugar onde somos sempre tão felizes e onde celebraremos os anos do P. Vamos de mota, porque queremos fazer uma viagem diferente, a outro ritmo, pelo litoral alentejano, parando em cada praia que ainda não conhecemos (creio que não nos faltam assim tantas) e porque a mota nos permitirá fugir de alguma possível fila que surja no caminho, bem como chegar a praias com acessos mais difíceis e habitualmente mais desertas.
O primeiro desafio foi equilibrar também a agenda e conseguir que todos os meus projectos tivessem também direito a esta pausa e que a minha cabeça desligue verdadeiramente. O segundo desafio será enfiar apenas alguns vestidos, livros, biquinis, calções e t-shirts na mota, que não tem muito espaço de arrumação - apenas debaixo do banco e uma pequena mala na parte de trás. O terceiro desafio e, claramente o mais dificil, será lidar com as saudades com que sempre fico dos meus gatos. Um bocadinho do meu coração fica sempre cá com eles. Mas o restante parte livre e preparado para uns dias de muito calor, de muita praia, de muitos sorrisos.
Nós, numa das nossas praias 
































