Fim de semana de temperaturas mais baixas e temporal, não foi desculpa para não o aproveitarmos como deve ser. Sábado rumámos a um bom restaurante com os nossos amigos mais queridos e depois, passeámos pela mágica Sintra, onde não me canso de ir. Não fomos aos travesseiros (não sou grande fã) mas sim às queijadas, que adoro.
Comemos tanto e tão bem, que o nosso jantar foram castanhas, queijo e vinho, com os nossos gatos felizes por estarmos em casa e por poderem aninhar-se em nós. De seguida, um filme que me comoveu até à medula: A Rapariga Dinamarquesa, com um Eddie Redmayne a mostrar porque é tão espectacularmente maravilhoso e como se entrega tanto aos papéis que desempenha. Fico com aquela sensação de que quando o vir novamente, não o vou conseguir dissociar da personagem que interpretou, mas a verdade é que já o tinha sentido antes quando vi a Teoria de tudo. A Rapariga Dinamarquesa não só é um filme de interpretações maravilhosas (também a Alicia Vikander a dar cartas, uma vez mais) e baseado numa história comovente e verídica, como tem momentos em que tudo parece uma pintura bem emoldurada e com cores subtilmente perfeitas, mostrando-nos uma Dinamarca boémia e muito mais aberta nos anos 30, do que este nosso cantinho à beira mar plantado. Na história real, o Eine Wegener conseguiu mudar a sua identidade e passar a ser a Lili Elbe, conseguiu documentos com a sua nova identidade e fazer várias operações para mudar de sexo. O que o filme não mostra, é que na realidade morreu após a sua 5.ª cirurgia, numa tentativa de transplante de útero. Alma corajosa, que não conseguiu o seu final feliz.
Por Sintra:
Imagens maravilhosas do filme, como quadros perfeitos:
Bem sei que meio mundo já viu o filme há séculos, mas nós andávamos a adiar este há algum tempo, talvez desencantados com muitos dos filmes oscarizados e que depois não nos enchem as medidas.







































