27 de novembro de 2016

Bem que gostava que tivessem sido dois dias cheios de glamour

Mas foram dois dias de mantas, sofá, chá de gengibre e gatos no colo. Ter um problema de saúde também é ter dias maus (felizmente muito esporádicos), em que as dores não me deixam vontade para mais do que enrolar-me no meio do mimo que os meus me dão. O lado bom é que deu para por alguns filmes que tinha em lista em dia e a comida, preparada por ele foi, como sempre, maravilhosa. 

Que a vossa semana seja feliz, cheia de sorrisos!

24 de novembro de 2016

The winter is coming

Entre 2º a 5º graus na viagem para o trabalho a sul e sabem que mais? Adoro. E agora com licença que hoje vai ser um dia longooo, mas longoooo. 



23 de novembro de 2016

Porque mais que o queira negar, por mais que me choque...

A verdade é que sermos felizes incomoda muita gente. Tenho pena que assim seja, porque a nossa felicidade só depende de nós e não dos outros. Ser feliz é concentrarmo-nos no que temos e não no que não temos, não no que os outros têm e nós gostávamos de ter. Ser feliz é sorrir com as pequenas coisas e ser grato por todas elas, por mais simples que possam parecer. Desdenhar, invejar ou falar mal de outros nunca trouxe felicidade a ninguém, pelo contrário, acredito piamente que murcha por dentro, que corrói a alma e o espírito e que só mostra a essência de quem o faz, não dos seus alvos. Ser feliz não implica não dar quedas, não ter lágrimas para chorar, mas ultrapassar esses momentos, aprender com eles e ser capaz de sorrir novamente. E eu sorrio, todos os dias. 


22 de novembro de 2016

Post para animal lovers - sinais que nos chamam a atenção




Dona Blue é a minha gata de sempre, que me acompanha há quase 15 anos e que viveu tantos momentos tão intensos da minha vida, como o irmos as duas viver sozinhas quando eu tinha 24 anos, a chegada do P. uns tempos depois e, no mesmo ano a chegada animada do Tobias, o melhor gato de sempre, as duas mudanças de casa que tivemos pelo meio, viagens para fora com os gatos atrás e tantos outros momentos. Reage quando estou feliz e parece querer abraçar-me quando estou triste. 
Até há uns meses atrás era uma gata enérgica e brincalhona, por vezes resmungona, sobretudo quando os outros gatos a chateiam, ou quando está confortavelmente adormecida no meu colo e eu me mexo um milímetro. Só é meiga comigo e não há forma de mudar isso. Todas as outras pessoas são-lhe razoavelmente indiferentes, podendo por vezes libertar um pouco do seu charme e lançar uma turrinha, mas pouco mais do que isso e é só quando ela quer. Os olhares dengosos, os miados que me respondem, a cumplicidade, é só para mim. 
Pela altura do verão a Blue começou a perder algum peso. No início não me preocupei muito, porque os gatos perdem sempre muito pêlo por esta altura (o que os faz perder volume) e porque noto que comem menos quando está calor e, sobretudo, quando vamos de férias (há ali um princípiozinho de depressão que os assola). O verão passou e nada de ganhar peso, tendo começado a perder a sua típica energia. Deixou de reagir às bolas de papel, aos brinquedos do Mel, ao próprio Mel, sempre pronto para a brincadeira e a saltar para cima dos meus velhotes, às minhas tentativas de brincar às escondidas com ela. Como já é idosa e lhe restam poucos dentes, pensei numa segunda alternativa: está a evitar a ração, que lhe custará mais a comer e está com menos energia por isso. Comecei então a dar-lhe todos os dias um pouco de comida húmida. Come bem (uma gulosa de primeira) ganhou alguma energia (sobretudo quando ouve o som da lata, a esperta), mas o peso permaneceu igual e por isso há umas semanas fomos com ela ao veterinário e aproveitámos e levámos o Mel, o nosso mini gato, que andava com as gengivas vermelhas e que se coçava muito na zona da boca (foi preciso bocejar quase em cima de mim, para perceber o quão vermelho estava). Do Mel, as notícias do costume, mas que muito me apertam o coração: que é um gato especial, que não tem quase defesas e que o provável é que estejam constantemente a aparecer-lhe pequenos problemas, nomeadamente esta gengivite que poderá voltar a qualquer momento. Estava com as gengivas bastante inflamadas e com pus e teve que levar duas injecções. Simpático como só ele, esteve o tempo todo a fazer ronron, deitado na marquesa, super bem disposto (pudera, também conhece muito bem o espaço e as pessoas que lá trabalham de tanto tempo que lá esteve e tantas visitas que tem feito), mesmo enquanto era picado e pesado.  O Mel é uma espécie de estrela da companhia lá no vet, todos o conhecem e querem vê-lo e fazer-lhe uma festa. Vem sempre uma auxiliar que o mima e que fica ali a conversar com ele, o que me faz saber, também por isto, que é o sítio certo para os meus bichos. 
A Blue está com um princípio de insuficiência renal, aquilo que a Vet diz ser o calcanhar de aquiles dos gatos. Havia outros sintomas que eu não tinha valorizado, como o facto de a ver beber muita água (quando me apercebi do exagero foi exactamente no dia em que já tinha decidido levá-la a uma consulta). Felizmente os valores não são elevados, mas implicam alteração na alimentação, medicação e acompanhamento regular. Está na terceira semana de tratamento e este fim de semana repetiu as análises e está a reagir muito bem. Já recuperou energia, já voltou a ser ela. O peso mantêm-se mais baixo do que o habitual, que sempre foi uma gata robusta e grande, mas noto-a mais ela. Já corre, já brinca, o que me deixa tão mais aliviada. 
Isto para vos dizer, a todos os que têm animais, que a mais pequena alteração no comportamento do vosso animal é quase sempre uma confirmação de que algo não está bem. Pode ser algo simples, como a gengivite do Mel que o levava a coçar-se a cada dois minutos, ou algo mais complicado e que, detectado a tempo, pode ser bem acompanhado e revertido, mas uma simples mudança de comportamento, significa que algo mudou dentro deles. O P. tende sempre a desvalorizar e achar que está tudo bem (essa é a postura dele perante tudo na vida), eu fico sempre mais atenta e opto pelo caminho mais seguro, prefiro sempre a prevenção. 
Já antes nos aconteceu com o Tobias, um gato super humanizado, que anda sempre atrás de nós e o simples facto de passar um ou dois dias inteiros dentro de uma transportadora por opção dele (ele prefere sempre o nosso colo ou o sofá), foi o primeiro sinal para um diagnóstico de pancreatite. Fiquem atentos, sem exageros, claro (como a minha querida irmã que é hipocondríaca com ela e com os gatos, um sonho de qualquer veterinário menos honesto), mas sempre que uma alteração se dá por dias e dias, é de verificar. Para eles o melhor - só assim, com esta entrega e este cuidado, nos devemos permitir ter animais. 

21 de novembro de 2016

No fim de semana, foi assim:

Fim de semana de temperaturas mais baixas e temporal, não foi desculpa para não o aproveitarmos como deve ser. Sábado rumámos a um bom restaurante com os nossos amigos mais queridos e depois, passeámos pela mágica Sintra, onde não me canso de ir. Não fomos aos travesseiros (não sou grande fã) mas sim às queijadas, que adoro. 
Comemos tanto e tão bem, que o nosso jantar foram castanhas, queijo e vinho, com os nossos gatos felizes por estarmos em casa e por poderem aninhar-se em nós. De seguida, um filme que me comoveu até à medula: A Rapariga Dinamarquesa, com um Eddie Redmayne a mostrar porque é tão espectacularmente maravilhoso e como se entrega tanto aos papéis que desempenha. Fico com aquela sensação de que quando o vir novamente, não o vou conseguir dissociar da personagem que interpretou, mas a verdade é que já o tinha sentido antes quando vi a Teoria de tudo. A Rapariga Dinamarquesa não só é um filme de interpretações maravilhosas (também a Alicia Vikander a dar cartas, uma vez mais) e baseado numa história comovente e verídica, como tem momentos em que tudo parece uma pintura bem emoldurada e com cores subtilmente perfeitas, mostrando-nos uma Dinamarca boémia e muito mais aberta nos anos 30, do que este nosso cantinho à beira mar plantado. Na história real, o Eine Wegener conseguiu mudar a sua identidade e passar a ser a Lili Elbe, conseguiu documentos com a sua nova identidade e fazer várias operações para mudar de sexo. O que o filme não mostra, é que na realidade morreu após a sua 5.ª cirurgia, numa tentativa de transplante de útero. Alma corajosa, que não conseguiu o seu final feliz. 

Por Sintra: 






Imagens maravilhosas do filme, como quadros perfeitos:






Bem sei que meio mundo já viu o filme há séculos, mas nós andávamos a adiar este há algum tempo, talvez desencantados com muitos dos filmes oscarizados e que depois não nos enchem as medidas. 

Para todos, uma semana feliz, cheia de sorrisos.

18 de novembro de 2016

Das pessoas perfeitas uma para a outra

Saber que ele tem ido, todas as noites, colocar comida e água para um gato que tem aparecido na nossa rua. Tem o cuidado de colocar junto a uma árvore e protegido pela mota dele, longe dos olhares maldosos dos humanos sem coração. Saber que, como eu, partilha este amor pelos animais e esta compaixão por aqueles que não têm um teto e alguém que os proteja. Podemos não ser perfeitos, mas certamente que o somos um para o outro. 

17 de novembro de 2016

Mudanças

Sou um pouco bipolar no que respeita ao meu cabelo. Tão depressa me apetece ter curto, como o quero comprido, como adoro as ondas rebeldes, ou suspiro pelo liso sem stress e sem vida própria. E a franja? Ah a franja que adoro nos cinco dias a seguir a cortar, para passar os meses seguintes a segurá-la com gancho ou a ter que a esticar diariamente e sem grande sucesso e a pedir por tudo que cresça mais rapidamente, para depois a cortar outra vez, esquecida que fico do trabalho que dá. Não tenho dificuldade alguma em dar-lhe um corte valente e foi isso que fiz há uns três anos atrás, antes ainda de toda a gente ter cabelo curto (um pouco acima dos ombros, vá) e em Abril deste ano, cortando pelos ombros...sendo que, por ser muito ondulado, facilmente ficou acima dos ombros em dias de mais humidade e de chuva impiedosa. A parte do volume também se vence com um  ou dois alisamentos por ano, que foi o que fiz antes de ontem. Com a chegada do inverno fica muito difícil andar com ele como quero, como gosto, algo muito mais fácil nas estações secas, com os produtos certos. Mas entra o outono e nem os melhores produtos me tiram os nervos capilares, nomeadamente quando acordo com um lado mais para o encaracolado e o outro, ondulado. Bonito, não é?  Não, não é. A única coisa que não lhe faço é pintar. Já o fiz, há uns anos atrás, com aquelas tintas que saem com as lavagens e fiz madeixas uma vez, para jurar que nunca mais o faria, de tão terrivelmente seco que ficou. Dava para esconder coisas nos nós do meu cabelo (outros tempos, outros produtos, quero acreditar). Assim, está decidido que este cabelinho só verá tintas quando os brancos forem demasiado evidentes o que, por ter o cabelo claro, é bem capaz de demorar um tempo. Com a minha idade a minha mãe, morena que só ela (sangue indiano, por isso, dá para imaginar), já pintava o cabelo para cobrir os brancos, o meu pai hoje, aos 62 anos, tem uns três cabelos brancos tão bem espalhados que nem se dá por eles (temos o cabelo da mesma cor). O meu cabelo era louro mas louro quando era mais nova, foi escurecendo com a idade, mas ainda fica bem claro quando apanha sol, algo que abundou para estes lados este ano, como se pode ver na foto. 
Ora o alisamento tem esta primeira fase inicial, antes de se poder lavar, em que uma pessoa fica demasiado "lambida", em que não pode prender o cabelo, não se pode por um gancho, usar chapéus, nada. Um stress para mim, que tenho por hábito os rabos de cavalo quando cozinho, que gosto de o prender no alto, quando estou mais descontraída e que uso e abuso dos ganchos, boinas e afins. Penso que o stress de o deixar ficar marcado é tanto que deve explicar o facto de hoje ter dormido de cabeça para baixo e acordado com a cara toda marcada - parecia o scarface. 
Mas pronto, alisamento feito, já pode vir a chuva que eu estou preparada!  



E sim, a camisola está cheia de pelos - marcas de amor dos meus bichanos - e a foto está uma desgraça, que eu tenho zero de jeito para tirar fotos a mim mesma :D

15 de novembro de 2016

Desejo de consumo

Não sou muito dada à generalidade das modas, sobretudo no que diz respeito a artigos cujo preço me parece absurdo, exactamente por estarem na moda e que depois, a ver, não são de grande uso para o meu dia a dia. Claro que facilmente invisto num bom casaco, numas boas botas, mas algo que use com frequência e que sei que se manterá ao longo de algum tempo e que não será para descartar nas tendências seguintes. Isto para dizer que das modas atuais, adoro os ténis adidas, sobretudo os Gazelle, mas acho os valores, a rondar os 100€, um bocadinho (muito) puxadote para algo que uso só aos fins de semana e nas férias - se usasse com outra frequência, talvez visse de outra forma. Tenho uns ténis a pedir reforma e queria substituí-los por uns da mesma cor (daquelas que dão bem com grande parte da minha roupa), mas noutro modelo.

Mas, adiante, falava eu nos preços: isto de ter uma cunhada que anda pelo mundo tem destas coisas - se há anos atrás era presenteada com caixas maravilhosas da Victoria Secrets, quando viveu por longos anos nos EUA, agora encontrou-me exactamente os ténis que quero, na cor que quero, a um valor para lá de maravilhoso:


Menos de metade do valor que vejo por aí. São compras assim que gosto realmente de fazer. O pior: só chegam daqui a um mês, quando ela nos vier visitar nas férias de Natal, porque enviá-los para Portugal seria um acréscimo desnecessário de 20€.

11 de novembro de 2016

Se a Helena Coelho é gorda, eu estou a caminhar para a obesidade

Segundo o Correio da Manhã, as imagens nunca chegaram a ser publicadas. A diretora da revista, Sofia Carvalho, justificou a situação afirmando que a modelo estava gorda.
"A agência que representa a Helena [L’Agence] recebeu uma carta em que era exigido o pagamento dos fotógrafos que fizeram a produção. Diziam que a culpa de as imagens não saírem era da modelo, que não estava em condições e se encontrava fora de forma, gorda", disse fonte da agência à mesma publicação.
“Quem acompanhou a produção sabe que ela está bem. Chamar gorda à Helena é ofender as mulheres reais”, acrescentou a mesma fonte.
Sofia Carvalho ainda não reagiu à polémica.
E eu, que desde os 30 aprendi a gostar de mim com cada imperfeição (e se eu as tenho senhores) mas que sei que há muitas pessoas que sofrem com a imagem social da mulher bonita/perfeita/elegante, estou ... sei lá, sem palavras... 

1 de novembro de 2016

Das modas que não são a minha cara

Não, não, não. Botas acima do joelho não combinam comigo, que adoro vestidos, saias, adoro botas ali logo abaixo do joelho, adoro botins e sapatos. Mas estas não, nem dadas. Não me consigo imaginar a usar umas e a sentir-me elegante. Já sei que tudo o que é it girl usa, todas as bloguers da moda também, pululam em páginas do instagram, mas mim não me apanham numa destas, muito pretty women/catwomen para o meu gosto. Não me basta ser moda para eu aderir e acho que só ficam razoavelmente bem a um número muitíssimo reduzido de pessoas e com calças então, dão-se-me claustrofobias só de ver. Big No para mim.

31 de outubro de 2016

Desabafo

Sei que sou uma pessoa forte - física e emocionalmente. Já passei por momentos e experiências suficientes na vida para saber isso de mim. Em momentos de crise, sou um pilar, forte e firme, nas minhas questões de saúde, nem um ai, mesmo quando a situação se tornou tão complicada, como no período de 2009 a 2013, com cirurgias ano sim e ano não e exames complicados a cada mês. Não tive uma infância feliz, embora tenha tido alguns momentos de felicidade. Perdi demasiadas pessoas que amava profundamente e que ainda hoje tanta falta me fazem, vivi mudanças intensas e complicadas com o divórcio dos meus pais. Depois, a infertilidade, o drama da infertilidade, que muda tantas pessoas e que para mim tem sido mais uma aprendizagem, com 9 anos de batalhas sem vitórias. Posso estar com o corpo num fanico, mas aguento e tento fazer a minha vida do dia a dia, não permitindo que uma questão crónica de saúde me roube a vontade de sorrir, mesmo que me roube alguns dos meus sonhos. Aguento semanas e semanas exaustivas de trabalho, com horários complicados e pouco tempo de descanso - e quanto menos descanso, menos consigo descansar, as noites tornam-se longas de mais e o cérebro por vezes tem dificuldades em apagar, mas a energia continua lá. Nas crises dos outros, tomo as rédeas nas minhas mãos se for preciso. Sinto-me um pouco mãe dos meus: sejam os meus pais, irmãos ou sobrinho. Gostava de poder evitar as quedas deles, as fases complicadas e de os aconchegar no meu abraço e poder tornar tudo simples. Sou uma mulher que não é mãe biológica, mas que tem um instinto maternal gigante e que é capaz de dizer à própria mãe, ao telefone: agasalha-te bem e põe o cinto de segurança, come legumes e fruta, entre outras frases do género. Se vou na rua com a minha irmã mais nova, já com 21 anos, tenho que me controlar para não lhe dar a mão e jamais a deixo ir do lado da estrada. Costumo dizer que me sinto a irmã mais velha do meu irmão mais velho e sei que tenho que controlar esta minha visão dele sempre como um adolescente de 15 anos, a precisar do meu apoio. Fico com o coração nas mãos sempre que o P. anda de mota e dou-lhe toda a força do mundo para que agarre nos seus sonhos e lhes dê cor e forma. É mais forte do que eu. Quero saber dos seus problemas, das suas dores, das agruras da vida, para poder ajudar, para procurar desenfreadamente soluções, quero saber das suas vitórias que celebro como se fossem minhas, mas protejo-os das minhas quedas, das minhas lágrimas, dos meus receios. E por isso, quando um dos meus cai, eu caio por dentro, mesmo que não transpareça por fora. Prefiro mil vezes ser eu a cair. O sofrimento dos outros corrói-me a alma, o meu é só um desafio da vida.  

23 de outubro de 2016

Essa coisa dos e-books

Book lover assumida, sou menina para ler mais de 25 livros por ano. Adoro ler, adoro livros, adoro perder-me em histórias, personagens, descrições, enredos, dramas e suspense. De há uns dois anos para cá, mais coisa menos coisa, comecei a ler livros no tablet. Leio talvez uns 4 e-books por ano. O preço é tentador, a compra é imediata, sem tirar o rabo do lugar, posso estar de pijama e desgrenhada e a fazer compras como se não houvesse amanhã e a agilidade com que andamos com o tablet para todo o lado é excelente. Mas há uma parte de mim que não consegue entusiasmar-se da mesma maneira. Há todo aquele ritual de ir a uma livraria, tocar as capas, espreitar algumas palavras, cheirar os livros (hábito que não perderei nunca) e de folhear e folhear e folhear. Acho fantástica a possibilidade de o podermos fazer informaticamente, mas para mim, nada substitui o papel. Posto isto, o último que comprei é um e-book, foi referido num post pela Dina do Amor Perfeito e é um suspense nórdico, tendo por isso todos os ingredientes para me agarrar - Sangue Vermelho em campo de neve, do sueco Mons Kallentoft. 
Mas como nunca leio um só, a ver se é desta que me dedico ao que me foi emprestado por uma querida colega de trabalho, também uma amante de livros e que me tem emprestado uns quantos de tempos em tempos! Como me emprestou antes do Verão, acabei por me dedicar a outros, porque jamais levaria um livro emprestado para a praia. Sal, areia, calor e água não são bons ingredientes para o estado em que podem ficar. Faço questão de ser o mais cuidadosa possível com o que me emprestam, ainda que tenha perdido o rasto a praticamente todos os que emprestei...(ainda me penitencio pelo Crime e Castigo, entre tantos outros!)
Desse lado, recomendações são sempre bem vindas! 
Para todos, uma semana feliz, cheia de sorrisos.

21 de outubro de 2016

Insta*moments

Sem grande tempo para o blogue, ficam as imagens (poucas) do último fim de semana, que foi de comemoração do nosso aniversário de casamento. Foram dois dias deliciosos, numa quinta onde somos sempre tão felizes e que nos recebe tão bem que fica sempre a vontade de voltar. 

 A noite, em Peniche, com uma lua maravilhosa a que o telemóvel não faz justiça

Jantar animado na Tasca do Joel, onde se come maravilhosamente bem. No dia seguinte fomos ao Mãe de Água no Carvalhal, igualmente bom, num edifício lindo e bem decorado


Passeios em Óbidos onde viajo sempre pelo imaginário da minha criança interior

 A magia de Óbidos
Muralhas, flores e casas perfeitas. Aqui seria feliz.

De volta à casa de família, para o típico jantar de domingo e dar de caras com esta menina a lembrar que o Halloween está quase aí!

Acabámos por não ir a Santarém, porque há sempre tanto por ver e fazer. A quinta onde ficámos tem piscina interior e SPA e a tarde de sábado foi dedicada ao relaxe puro, que ilumina o corpo e alma e nos soube pela vida. Foi por pouco tempo, mas aproveitámos muito bem. Provavelmente em Janeiro regressamos, porque é uma quinta perfeita para os dias de frio e chuva, por ter espaços interiores que valem bem a pena. Escolhemos uma suite com jacuzzi interior junto a uma grande janela e onde podemos também relaxar com o céu como pano de fundo. Os pequenos almoços são reconfortantes, com uma senhora simpática que nos faz sentir em casa e que faz umas panquecas maravilhosas, sumo de laranja natural e bolos e pão que vão variando, fruta e claro, o café com leite que não podia faltar.*

Este fim de semana será mais caseiro, algumas compras necessárias que o P. em breve vai à Alemanha em trabalho, algum trabalho a que tenho que me dedicar e as arrumações de Outono e que implicam o desapego de muita coisa que anda lá por casa e que já não me faz falta, com jantaradas pelo meio, pois claro. 

Para todos, um fim de semana cheio de sorrisos.  

* Para quem quiser espreitar a Quinta: http://www.quintadomolinu.com/index.php?lang=pt

14 de outubro de 2016

O "problema" das lojas on line

É que uma pessoa não tem tempo para ir às lojas, por isso aproveita a hora de almoço (e o facto de poupar imenso tempo, porque trago marmita e em vinte minutos estou despachadinha), espreita o site da zara enquanto come, vê este vestido que andava a namorar (mas andava com receio de dar o primeiro passo, é certo, que a minha relação com a Zara tem sido pontuada por altos e baixos) e, quase sem dar conta, antes de chegar à sobremesa, opsss, já comprou. Está a caminho! 
Se era uma peça que me fazia realmente falta? Bem, vestidos nunca são demais diria eu, assumidamente apaixonada por eles mas, mantendo-me fiel ao meu registo, para a semana proceder-se-ão as limpezas de outono lá por casa e esperam-se sacos e sacos cheios de roupa para dar a quem mais precisa. 



Zara
 (a tentar acreditar que desta vez não me vem com defeito!)

13 de outubro de 2016

Aquela altura do ano

Em que meio mundo vai carpir mágoas com o tempo para o facebook. Porque chove, porque está frio (sério?), porque já têm saudades do Verão, porque ficam deprimidos com as nuvens e a chuva e o som do vento e porque anoitece mais cedo, porque são obrigados a vestir um casaco e o que for. Aproveitem o outono senhores, até porque o nosso outono é tão ameno e tivemos um verão tão maravilhoso, que devíamos lembrar-nos da sorte tremenda que temos. E porque o outono traz-nos o cheiro único a terra molhada, as noites confortáveis debaixo dos lençóis, as tardes longas de chuva no sofá, a ver filmes num abraço que é só nosso, as castanhas maravilhosamente assadas e aquelas comidas que nos satisfazem a alma e que são impensáveis no verão. No Outono voltam as boas séries à televisão (rico Masterchef Australia, entre tantas outras), estreiam os melhores filmes e começamos a preparar-nos para a época mágica que é o natal. Sim, há esta fase chata em que alguns vivem a indecisão sobre o que vestir ou calçar, mas há tanto mais de tão bom nesta altura do ano. Aproveitem!

11 de outubro de 2016

8

Há oito anos casados, mais quase seis a partilharmos um lar e mais dois em que nos cruzávamos nos corredores daquele que foi o meu primeiro emprego a sério, sem saber que aquele moreno alto e sorridente me ia roubar o coração sem pedir licença. Antes disso, andámos na mesma faculdade e até calhava vires frequentemente à cidade onde eu já morava e onde tinhas família. O destino a querer juntar-nos há anos e anos, acredito eu, coincidências dirás tu, acentuando esta imensa diferença que nos caracteriza mas que não nos separa. Choveu neste dia há oito anos atrás e já diz a sabedoria popular que a chuva em dia de boda é uma benção. Assim tem sido e que assim seja por todos os dias em que somos felizes ao lado um do outro.


10 de outubro de 2016

Dramas

Aquela altura do ano em que, mais do que não saber o que vestir (oriento-me bem com túnicas/blusas e um casaco fininho) não sei o que calçar. Acho que é demasiado cedo para botins, já não consigo usar sandálias, não venho de ténis para o trabalho e ainda não me apetecem as meias de vidro com os sapatinhos de salto alto ou as sabrinas - à tarde dão-se-me os calores, mas de manhã e porque saio de casa às 7h15, tenho duas pedras de gelo no lugar onde deveriam estar os meus pés. Chego à cidade onde trabalho debaixo de um nevoeiro cerrado e uns simpáticos 13º, mas sei que daqui a uma hora, mais coisa menos coisa, deverá estar um sol desgraçado e as meias iam ser um terror para mim.  Os vestidos estão arrumados para já, assim como as saias, porque collants então, nem pensar. Por isso venha lá o frio de vez para facilitar estas decisões, sim?

8 de outubro de 2016

O livro que toda a gente leu

E que eu só li agora. Vai daí que, para compensar, li-o num dia. Comecei logo pela fresquinha, por volta das oito e meia e terminei por volta das cinco. Era feriado, tínhamos planeado um dia descansado por casa e só sair ao final da tarde e achei que era uma boa altura para me dedicar a ler. Em boa hora escolhi um feriado, porque depois de começar uma pessoa fica agarrada. Adoro o género thriller policial, com crimes à mistura, vários personagens complexos e um enredo intrincado para desconstruir. A personagem principal é muito crua, cheia de defeitos, de maus hábitos, numa fase auto-destrutiva da sua vida, curiosamente carregando um drama que me é muito familiar, mas que no seu caso lhe destruiu a vida aparentemente perfeita e que no meu só me tornou mais forte. Embora ainda nenhum livro do género me tenha ultrapassado os amores profundos e sofridos pelo Stieg Larson, que se finou tão estupidamente cedo e antes de alcançar a fama com a sua maravilhosa trilogia, gostei deste livro e recomendo. No meu caso descobri muito cedo o que havia para descobrir, mas claro que fiquei ali ainda mais desejosa de chegar à página que confirmava a minha inteligência suprema e o meu muito modesto brilhantismo para descobrir criminosos em livros (e em filmes também funciona muito bem).  Perdeu-se uma profiler, é o que vos digo.

O filme estreou nos entretantos, mas receio vê-lo já já, com o livro tão presente, o enredo tão visível na minha memória, já que é raro um filme ser tão bom ou ainda melhor do que o livro que lhe dá forma. Ainda para mais começa logo com uma mudança de cenários tremenda, com a história a passar-se nos EUA e não nos arredores de Londres, até receio o que mais vem dali...Já alguém viu?