Onde é que eu falhei senhores?

Ontem o P. veio buscar-me ao trabalho para seguirmos directamente para casa dos meus sogros, para um jantar de família. Uma vez que vim pouco agasalhada e dado que ele ia a casa, trocar a mota pelo carro, pedi-lhe para me trazer um casaco, descrito da seguinte forma, por e-mail: (...) no roupeiro está um casaco comprido, em tons de castanho e beije, com cinto, da zara. Ora qualquer mulher entende porque escolhi tão minuciosamente o casaco que pretendia: não só estava vestida em tons de beije e castanho, como tinha um casaco de malha, compridinho, assim a dar pelo rabiosque, pelo que não dava para usar um casaco de um tamanho qualquer. E dei-me ao trabalho de o descrever em detalhe, já sabendo como são os homens nestas coisas.
Pois que o senhor meu marido me trouxe a seguinte peça:

Casaco curto, sem cinto, em tons de preto e bordeaux, da Mango.

Palavras para quê? Escusado será dizer que me fartei de rir quando vi o casaco no banco de trás, mesmo tendo chegado à conclusão que os homens não só ouvem apenas um terço do que lhes dizemos, como lêem apenas um quinto do que lhes escrevemos. Aprendam comigo meninas!

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